crédito foto: Divulgação/ Arquivo O Popular de Leme – Situação é recorrente em Leme
CETESB VISTORIOU LOCAL E IFORMOU QUE O ATERRO NÃO TINHA CONDIÇÕES TÉCNICAS PARA CONTINUAR AS ATIVIDADES. A destinação do lixo produzido diariamente em Leme vive um momento de transição e tem gerado preocupação entre moradores e autoridades. Embora a coleta domiciliar continue sendo realizada normalmente, o município não pode mais utilizar seu aterro sanitário para receber os resíduos sólidos. Tal caso é uma situação recorrente em Leme e um problema que ainda não foi resolvido ao longo das gestões municipais por décadas.
A situação da mudança de local para levar o lixo de Leme ocorreu após a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) indeferir o pedido de renovação da Licença de Operação do aterro em razão da ausência de condições técnicas para a continuidade das atividades, constatada em vistoria realizada em 27 de abril.
Atualmente, os resíduos do município são destinados a um aterro particular localizado em Conchal (SP), segundo apurou com exclusividade a reportagem de O Popular de Leme, na manhã desta sexta-feira, dia 7. Por outro lado, a ausência de manifestação por parte da Prefeitura de Leme repercutiu negativamente na cidade de Leme, pois desde abril, poucas informações sobre o que ocorria no Aterro de Leme havia sido comunicado pelo Poder Executivo.
Segundo informações apuradas pela reportagem de O Popular, atualmente todo o lixo coletado em Leme está sendo transportado de forma provisória para Conchal, (há 50 Km de Leme) o que tem aumentado significativamente o tempo de deslocamento e custos operacionais do serviço e impactando parcialmente o serviço, já que os caminhões que estão transportando todo o lixo de Leme são de responsabilidade do município.
A informação foi sustentada pela declaração do atual secretário municipal de serviços públicos, Marcelo Alves de Carvalho Almeida na manhã desta sexta-feira, dia 7, em participação do programa matinal na Rádio Rede Brasil Leme 101 FM, afirmando que a situação tem gerado preocupação principalmente em relação à logística, já que, neste momento, o mesmo caminhão utilizado na coleta precisa realizar a viagem até Conchal.
Transbordo é apontado como solução
Para minimizar esse problema, a Prefeitura de Leme trabalha na implantação de uma estação de transbordo, estrutura que permitirá concentrar os resíduos em Leme para posterior transporte por veículos de maior capacidade até o aterro licenciado.
Segundo a CETESB, o órgão já concedeu a Licença Prévia para implantação da unidade. Já o pedido de Licença de Instalação foi protocolado pela Prefeitura e encontra-se em análise técnica.
A expectativa é que, com a implantação do transbordo, a operação da coleta seja otimizada, reduzindo custos, tempo de deslocamento e impactos na prestação do serviço.
Histórico de problemas
A situação do aterro sanitário de Leme não é recente. Ao longo dos últimos anos, o empreendimento acumulou avaliações negativas em levantamentos ambientais realizados pela CETESB e chegou a figurar entre os aterros com pior desempenho ambiental do Estado em inventários técnicos divulgados pela companhia. Estudos e documentos sobre a evolução da gestão de resíduos no Estado também registram o histórico de problemas operacionais e ambientais enfrentados pelo município.
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