crédito foto: Divulgação
INDICAÇÃO DO PODER LEGISLATIVO VIZINHO RECONHECE A URGÊNCIA DA SITUAÇÃO. A interrupção do transporte coletivo intermunicipal entre os municípios de Leme e Santa Cruz da Conceição seguem para a segunda semana sem solução e motivou uma manifestação formal da Câmara Municipal de Santa Cruz da Conceição. Por meio da Indicação nº 8/2026, apresentada no dia 11 de março, vereadores solicitaram ao Poder Executivo municipal que articule, junto aos órgãos estaduais, medidas para viabilizar o restabelecimento imediato da linha que ligava as duas cidades. O Popular de Leme apresentou a situação na semana passada, em uma matéria que trouxe os posicionamentos oficiais da Prefeitura de Leme, Prefeitura de Santa Cruz da Conceição, Artesp e a Limatur. O caso já ganhou visibilidade regional por conta do problema sem solução, ainda, e que tem prejudicado trabalhadores e moradores de Leme e Santa Cruz da Conceição. (
O documento foi assinado pela vereadora Cilene Aparecida Lourenço e pelo vereador José Aparecido de Oliveira Leme, conhecido como Cidinho. A proposta pede que a Prefeitura atue junto ao Governo do Estado de São Paulo, à Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), ao Ministério Público Estadual e a outros órgãos competentes para restabelecer a linha intermunicipal, anteriormente operada pela empresa Limatur.
Na justificativa, os vereadores destacam que o transporte coletivo intermunicipal é considerado um serviço público essencial, indispensável ao acesso da população a direitos básicos, como trabalho, saúde e educação. A paralisação da linha tem afetado especialmente idosos, estudantes, trabalhadores e pessoas com mobilidade reduzida, que dependem do ônibus para se deslocar entre as duas cidades.
“Em solidariedade ao cidadão de Santa Cruz da Conceição que depende do transporte coletivo intermunicipal, indispensável ao exercício de direitos básicos como trabalho, saúde e educação, eu e o vereador Cidinho fizemos a indicação nº 08 para o Poder Executivo, solicitando que viabilize o restabelecimento da linha, inclusive com medidas de articulação administrativa, cobrança de providências e adoção de soluções emergenciais enquanto perdurar a interrupção”, afirmou a vereadora Cilene Aparecida Lourenço.
Ela também ressaltou que a interrupção do serviço tem provocado impactos diretos no cotidiano da população. “A interrupção do serviço vem causando prejuízos graves e imediatos à população que depende do transporte coletivo intermunicipal”, completou.
ENTENDA O CASO
Interrupção ocorreu sem aviso prévio
A suspensão da linha veio à tona no dia 3 de março, quando passageiros relataram que o ônibus previsto para o final da tarde não realizou a viagem entre as duas cidades. Usuários afirmaram que a saída programada entre 17h30 e 18h não ocorreu e que não houve qualquer comunicação prévia por aplicativos, pontos de parada ou canais oficiais da empresa.
A situação gerou indignação entre passageiros que utilizam o transporte diariamente para trabalhar, estudar ou acessar serviços em cidades vizinhas. Diante da falta de informações, usuários organizaram uma carta aberta manifestando insatisfação com o que classificaram como falha na comunicação e ausência de respeito ao consumidor.
Versões divergentes sobre a paralisação
Após a repercussão do caso, as prefeituras de Leme e de Santa Cruz da Conceição informaram que tomaram conhecimento da interrupção e reforçaram que o transporte intermunicipal é de responsabilidade do Governo do Estado e da Artesp. Mesmo sem responsabilidade direta sobre a operação da linha, as administrações municipais afirmaram que iniciaram tratativas para contribuir com a solução do problema.
A Artesp informou, em nota divulgada no dia 4 de março, que não havia autorizado a interrupção do serviço e que tomaria medidas para que a empresa voltasse a operar a linha, além de iniciar fiscalização sobre o caso.
Já a empresa Limatur apresentou uma versão diferente. Em comunicado divulgado nas redes sociais, a companhia afirmou que a linha estaria temporariamente suspensa devido a um bloqueio realizado pelo próprio órgão regulador, situação que, segundo a empresa, teria ocorrido sem comunicação prévia clara sobre os motivos.
As versões divergentes ampliaram a incerteza sobre as causas da paralisação. Enquanto isso, passageiros das duas cidades seguem sem previsão oficial para a retomada do transporte.
Com a Indicação nº 8/2026, os vereadores de Santa Cruz da Conceição buscam reforçar a cobrança por uma solução rápida para o problema, considerado essencial para a mobilidade regional e para a rotina de moradores que dependem do deslocamento entre os municípios.
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